Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Flamengo e Maracanã

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O Maracanã, Estádio Jornalista Mário Filho, é o estádio onde o Flamengo manda suas partidas de futebol. Após reformas de modernização para os Jogos Pan-americanos de 2007, passou a ter capacidade aproximada para 92 mil expectadores, mas por questões de segurança não são colocados a totalidade de ingressos à venda. O recorde atual de público é de 87.795 expectadores, na partida válida pela antepenúltima rodada do Campeonato Brasileiro de 2007, entre Flamengo e Atlético Paranaense, vencida pelo rubro-negro carioca por 2 a 0, a qual garantiu-lhe vaga na Taça Libertadores da América de 2008.

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Torcida Urubuzada

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A Urubuzada foi criada em 1° de agosto de 2006 com o objetivo de ser uma barra brava. Porém, devido à tradição das torcidas organizadas no futebol brasileiro, acabou se transformando na Torcida Urubuzada. Esta é a mais nova facção de torcedores do Flamengo e tem como objetivo utilizar-se de cânticos de apoio ao time sem o uso de palavrões e cantar durante todo o decorrer das partidas.

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Torcida Fla Manguaça

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Em 1995, um grupo de amigos, apaixonados pelo Flamengo, passou a frequentar os estádios conciliando o amor pelo Flamengo com a inebriedade etílica. Talvez ver o Flamengo fazer um gol seja mais inebriante do que qualquer bebida alcoólica, mas um dos propósitos desta simpática e bem-humorada torcida é ir torcer pro Flamengo. Essa torcida repudia todo tipo de violência.

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Torcida Jovem do Flamengo

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A Torcida Jovem do Flamengo foi fundada em 6 de dezembro de 1967, por dissidentes da Charanga Rubro-Negra (a primeira torcida organizada do Brasil). Nos dois primeiros anos de existência, a torcida utilizou o nome Poder Jovem , inspirado no movimento negro norte-americano Black Power. Ela é a primeira torcida jovem do Brasil e ao longo de seus 40 anos de existência acumulou muitos personagens que a elevam ao patamar de torcida mais temida do Brasil. Seu lema é: "Nada do Flamengo, tudo pelo Flamengo!". É conhecida também por praticar atos violentos durante e após os jogos do time, do mesmo modo que fazem as outras torcidas jovens do resto do país. Possue uma "rixa" com a Raça Rubro-negra, chegando até a não cantar músicas inventadas pela outra facção.

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Torcida Raça Rubro-Negra

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Em 1976, foram colocados diversos cartazes nas paredes do Maracanã com a inscrição "Vem aí o Maior Movimento de Torcidas do Brasil".

Surgia ali a Raça Rubro Negra que hoje já conta com aproximadamente 61.300 componentes. A idéia era formar a primeira torcida que não era o camisa 12 (um mero 'quebra galho' que participa de vez em quando do jogo) e sim o primeiro jogador do time, o mais importante.

O nome foi escolha do primeiro presidente da torcida, Cláudio Cruz, em homenagem a principal característica do clube, de transformar derrotas eminentes em vitórias consagradoras e levando a risca também o verso do hino de Paulo Magalhães (1920): "Flamengo tua glória é lutar".

Com o nome escolhido a dúvida agora era a camisa. Ela teria o tom predominante em vermelho, com a manga, gola e escudo, negros. A mão — punho cerrado — seria o símbolo de luta, resistência e vontade e raça.

A próxima etapa seria o símbolo, a idéia inicial era mostrar duas mãos arrebentando uma corrente, alusão ao símbolo do movimento negro, a idéia foi rejeitada pois na maior torcida do país não poderia haver preconceito.

Assim o símbolo escolhido foi um punho cerrado saindo do mapa do Brasil. Então, em 24 de abril de 1977, surgia o Maior Movimento de Torcidas do Brasil, a Raça Rubro-Negra.

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Mascote do Flamengo

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O primeiro mascote do Flamengo foi o marinheiro Popeye, personagem de quadrinhos na década de 40 (e posteriormente de desenhos animados). A idéia para o mascote partiu do chargista argentino Lorenzo Mollas, que viu no Popeye a força e a persistência do Flamengo, além de sua óbvia ligação com o mar. No entanto, tal mascote nunca foi muito popular entre a torcida do clube.

Na década de 60 as torcidas rivais começam a chamar os torcedores do Flamengo de "urubus", alusão racista à grande massa de torcedores rubro-negros afro-descendentes e pobres. Tal apelido de cunho ofensivo nunca foi bem recebido pela torcida do Flamengo, até o dia 31 de maio de 1969.

Foi em um Domingo, quando um torcedor rubro-negro resolveu levar a ave para um jogo entre o Flamengo e Botafogo no Maracanã. Na época, os dois clubes faziam o clássico de maior rivalidade pós-Garrincha. E o Flamengo não vencia o rival fazia quatro anos. Nas arquibancadas, os torcedores do Botafogo gritavam, como sempre, que o Flamengo era time de "urubu".

O urubu foi solto na arquibancada com uma bandeira presa nos pés, e quando caiu no gramado, pouco antes do jogo iniciar, a torcida fez a festa, vibrando e gritando: "é urubu, é urubu". O Flamengo venceu o jogo por 2 a 1 e, a partir daí, o novo mascote consagrou-se, tomando o lugar do Popeye. O cartunista Henfil, rubro-negro, tratou de humanizá-lo em suas charges esportivas em jornais e revistas, e o Urubu tornou-se um mascote popular.

Em 2000 o mascote do Flamengo ganhou um desenho oficial e um nome: Samuca. No entanto, esse nome não se popularizou entre a torcida, que o continua chamando simplesmente de "Urubu".

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Hino do Flamengo

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O Flamengo possui dois hinos:

* O oficial, também chamado de "marchinha", que foi criado em 1920 com letra e música de Paulo Magalhães (ex-goleiro do clube), gravado em 1932 pelo cantor Castro Barbosa e registrado em 1937 no Instituto Nacional de Música.

* O popular tem letra e música de Lamartine Babo. Foi gravado pela primeira vez por Gilberto Alves em 1945. É o mais conhecido e o que canta as glórias do clube, cujo refrão é "Uma vez Flamengo, sempre Flamengo".

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